Eu tenho uma mania: a de me apaixonar, por tudo que a vida me oferece. Vivo procurando motivos para que o ENCANTO nunca termine!

domingo, 25 de janeiro de 2015

#Dehoje #parasempre?

E entre um caminho torto e outro tu tropeçou no meu sorriso. E eu sorri pro destino, e agradecemos ao universo por fazer o mundo dar tantas voltas.
E peguei, segurei com força a tua mão. E percebemos o quão Deus é generoso. É que você, é mais felicidade que qualquer outra coisa - uma mega sena acumulada de sorrisos. E sabe, tu nem percebeu mas foi quem uniu nossos caminhos. Tem tanta coisa linda esperando pela gente - lá na frente, aqui no presente.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Eu queria ser uma estrela pra viver longe daqui. Eu queria ser uma espada pra ferir, uma faca  pra cortar, uma tesoura pra rasgar, uma lança pra atravessar. Eu queria ser a fome do mendigo, e o medo, o frio, a falta de moradia. Eu queria ser a cobra peçonhenta, que joga o seu veneno e vai embora, o sapo que incha e mete medo, a barata que dá repugnância, a abelha que pica e dói, vermelhidão, o escorpião que mata com o ferrão.

Eu queria ser prisão, que impede o sol, a rotina normal, os fins de semana de diversão, que causa humilhação, aperto, solidão e grandes de ferro. Eu queria ser o recém nascido que é lindo e fofo, mas dá trabalho, tira o sono, berra, faz manha, cocô de minuto em minuto. Eu queria ser a amate que se garante, que destrói uma família, e crianças choram, e o pai vai embora, e mãe a se sente uma idiota.

Eu queria ser o grito que silencia, a solidão que agonia, a que passa a perna no jogo, a trambiqueira, a que fala pelas costas, a prostituta que fode e vai embora, e não chora, e não espera, e amanhã já tem outro no meio das pernas. Eu queria ser o trovão que assusta, e o raio que dispara descargas elétricas. Eu queria ser a desilusão, que diz que papai noel é o meu pai que bota uma almofada na barriga, e minha mãe a fada que troca meus dentes por moedas, que páscoa não é só chocolates e que Deus talvez seja uma tremenda mentira.

Eu queria ser a lágrima, e a amiga que rouba o namorado, e filho que joga os pais no asilo. A menina que rasga flores, que odeia o amor, que trata mal seja quem for. Eu queria ser a sede do deserto, o atalho que complica, a pessoa que começa uma briga. Eu queria ser a ressaca do dia seguinte, a palavra que foge no poema, o orgulho esquecido, o cara que corta as árvores e que prende os pássaros, a frieza, a falta de sorrisos.

Eu queria ser o fel que amarga a boca, e o egoísta que nega a água, e nega a família e os outros que se estrepem. Eu queria ser o espinho que fura, e o solo infértil, e o espelho que quebra, a macumba que não dá certo. Eu queria ser a falsa que fala com todo mundo, e mil amigos, e eu te amo feito piscar os olhos. E ser chuva em um dia de praia, e sapato que aperta o pé, cheio de chulé, roupa que engorda, quarto em desordem. E ser afta, e mentira e pontapé, desconforto, imperfeito e morno.

Eu só não queria ser a boba da corte, e sou o tempo todo. Não me leve a mal, hoje, eu só queria ser alguma coisa que fere, desespere, incomode, chame a atenção, tire a atenção e cause dor. Porque cansei de levar porrada, e suportar, e calar quando eu deveria urrar, e mutilar, e me entregar, e me ferrar, e levar patada, e de seguir regras, conceitos, sendo sempre a certa, a boazinha que só diz merda, e a esquisita que parece viver em outro planeta e a convencida que não fala com Deus e o mundo. Eu só não queria ser a que segue a dieta, procura as palavras certas, a que ama em demasiado, enxerga flor em tudo, e arco- íris, poemas e canções.

Eu só queria me lembrar, que eu posso machucar, mas não o faço. Só, pra não esquecer, pra não morrer, pra que eu possa me avistar, e enfim dizer que sou essa, e não hei de escapar de mim, mesmo que o mundo me dê brechas.

Elen Abreu

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Posso jogar fora nossas fotografias, posso jogar fora poemas, posso jogar fora nossos objetos em comum, posso jogar fora nossos lugares prediletos, posso jogar fora nosso dialeto, posso jogar fora nossos rituais, posso jogar fora, acredite, posso jogar, mas não consigo jogar fora o jeito bonito que lhe amei. Olho para o meu amor por você e não consigo descartar. O meu amor por você era tão bonito.
Eu lhe amei como nunca amei ninguém. Como apagar, como esquecer, como fingir que não faz parte de mim?
Eu lhe amei com os sentimentos bons e ruins. Eu lhe amei com minha fé. Eu lhe amei com minha dor. Eu lhe amei com meus dramas. Eu lhe amei com minha amizade. Eu lhe amei com meu ciúme.
Todas as vezes em que acabei a relação, sonhava com seu retorno.
Quis ser indispensável mais do que justa.
Eu pedi desculpa, insisti, enlouqueci. Fui uma idiota, ingênua, ridícula. Fui até eu mesma. Fui um pássaro com asas de âncora: rastejava pelo ar.
Só desejava ser sua, só desejava que fosse meu.
Rezava para que a saudade viesse, imponderável, suplicante, definitiva.
Nunca pensei minha vida sem você. 
Não disfarcei, não omiti o que sentia. Disse com todas as palavras e todos os silêncios, para não gerar dúvidas.
Você não entendeu que eu lhe amei bonito.
E meu amor bonito não é meu, é seu. Não ficou comigo. O amor não é uma propriedade de quem sente, é uma transferência total para quem é amado. Assim como uma carta é de quem lê, não de quem mandou.
Espero que você não tenha jogado fora.


-Fabrício Carpinejar

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ai, que saudade d’ocê.
E num lapso de serenidade, me reconforto. Porque sei que você vai voltar e bater na porta. E eu vou abrir. Com a minha melhor roupa, o meu melhor sorriso, os meus melhores beijos. Já dizia a sabedoria popular – quando é amor, é assim mesmo: a gente sente saudade antes de ir embora. A gente chora no adeus, que é pra gargalhar nas boas vindas. A gente se rasga na partida, que é pra se recompor na chegada. A gente se descabela ao ir embora, que é pra se descabelar ainda mais quando voltar.
Se tem uma coisa mais sagrada do que o encontro, meu bem, essa coisa é o reencontro.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Quero um Amor Maluco


Isso mesmo. Amor desatinado por amar sem limite, sem medida, sem preocupação com o saldo, nem nada mais. Quero um amor biruta e sem juízo, doido varrido, desses que toca a campainha no meio da madrugada, que faz juras de amor numa segunda-feira às seis da manhã. Que larga tudo, enfrenta o chefe e um trânsito insano só por algumas horas de grude.
Quero anomalia sentimental, um amor amalucado, sem tempo ruim, que me leve pela mão em incríveis aventuras, que chute barreiras e gente do contra. Com sabor de sal e cheiro de maresia, procuro um amor viril e corajoso, que seja audacioso e vivaz, sem cabresto, correndo solto, desenfreado. Comigo. Junto à mim. Amor do tipo que arranca o fôlego e tira o prumo, que faz suar e tremer, que ferve o sangue e dá calafrios. Tudo ao mesmo tempo.Nesses dias em que todos andam por aí sorrindo e desejando um feliz ano novo, eu quero mais é que me roguem um amor desvairado! Então, esperançosa, eu retribuiria de volta: Pra você também, um romance bem caprichado, nada equilibrado, com mil loucuras à dois! E assim, nossos desejos de amores delirantes e afoitos se multiplicariam feito coelhos na mata. É que de gente sã e comedida o mundo está cheio, e cheia, também, estou eu de tanto amor vazio.
Ah, bem que poderia ser assim! Esse positivismo dentro de cada um de nós, dia e noite, vida afora, sem importar se é dia santo, feriado ou domingo chuvoso! Confesso que estou esperançosa, afinal, se existe a tal da lei do retorno, já é hora de que um amor extraordinário cante à minha janela! Porque nunca fui de romper corações a torto e a direito, e ainda por cima, faz tempo que venho sendo premiada com modéstia amorosa.
Chega. Não quero sensatez, amor conciso, nem nada que caiba nas minhas mãos. Já não me contento com migalhas de afeto, súplicas de tempo e compromisso, nada disso. Mendigar carinho e atenção não preenche nenhum buraco, muito pelo contrário, só faz cavar mais fundo o poço do amor próprio. Quem vive com pouco, na expectativa do muito, sofre por sobreviver precariamente na miséria de sentimentos.
Nada mais sábio que o velho ditado: Antes só do que mal acompanhado. Porque se não for pra ser inteiro, que não seja. Não dá para ser consentido com as questões do coração. Pequenice não sustenta alma densa, gente intensa, amor de portão. É por essas e outras que eu digo e repito, que bato no peito e firmo o pé: Eu quero a sorte de um amor louco!

Revista Bula, POR KAREN CURI


Eu e ele nos encaramos com sorriso sacanas no rosto. Terminou.
Fizemos o que podíamos, descobrimos o que queríamos e foi, no fim, muito mais do que imaginamos que seria. Não há agora o que se fazer. Há um abraço rápido e desajeitado, como são todos os meus abraços, e então ele segue sem olhar muito para trás.
É. Ele foi de arrasar. Ele terminou com minhas crenças e me deu uma ousadia antes impensada. Ele me fez viver ao som de Lana Del Rey. Sim, ele me deu asas, rodas e a noção da minha capacidade.
Claro, ele também me levou ao chão. E nem sempre por bem. Muitas vezes ele me deixou chorando sozinha, fez com que eu me arrependesse de tudo, obrigou-me a repensar cem vezes a vida inteira.
Por outro lado, ele me mostrou que algum poder eu tenho. Que eu posso transformar meus passos e, mais importante, transformar a mim mesmo. Ele mostrou que sempre há uma saída, sempre há uma solução, sempre há uma chance. Sim, isso é verdade, ele me deu buquês de chances.
Ele também me disse coisas felizes, espocando champanhe na sala de estar nova. Já no escuro, ele me sussurrou maus agouros, fechando minha boca para que eu não gritasse. Tudo foi necessário. Champanhe e escuro.
O melhor dele, porém, foi me fazer aceitar o pior de mim. Foi me fazer aceitar e amar meus defeitos, que nunca foram poucos. Acho que no fim o amor faz isso: aceitação.
Depois de tudo, só o que eu tenho a dizer a ele é isso. Eu te amei, 2014. Obrigado por cada um de seus dias! (V. Linné)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ele é bem desenhado, dos pés aos princípios, como se tivesse sido feito sob mágica: encomendado e talhado perfeitamente pra mim. Ele é um soneto de amor que durou mais do que as estrofes e veio parar no meu mundo real, escorregando pela boca enquanto eu deixava as palavras caírem até sambar de vez pra dentro de mim. Ele é cheio dos modos desordenados e sempre põe um pé na frente do outro, sempre abraço o mundo com as pernas, sempre anda com o coração na mão e vai ver por isso é que ele é o meu tipo exato.



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Hoje pela manhã fiquei olhando a lista de telefone do meu celular e procurando alguém para ligar, só para ouvir o clichê. Para ouvir que tudo vai dar certo, que as escolhas feitas pelo coração preenchem os sonhos e que as dificuldades aparecem e se dissipam como as dores da alma. A vida é clichê: continuar, sorrir, pensar, refletir, desistir, sonhar, ouvir, se desculpar… E ouvir o clichê acalma o pensar de quem quer que seja.

Infelizmente para chegar onde quero chegar tive que largar mão de algumas coisas. Não digo largar mão, mas alterar prioridades. Meu trabalho me suga muito e, como consequência, fico distante dos meus amigos e da minha família. Coisa que muito me dói, mas, não tive muitas opções. Sei que perdi alguns momentos com amigos, e até alguns namorados – todas com razão. Escolhas. E por mais que eu me esforce para tentar ir em tudo e dar a devida atenção para quem merece, infelizmente, não consigo abraçar o mundo. E eu bem que queria.

Por mais que esteja repleto de pessoas ao meu lado, a solidão sempre é companheira. É difícil lidar com esse meu mundo, das opiniões alheias, da falta de compreensão de quem nem lhe conhece, das mídias oportunistas e mesmo assim conseguir continuar sendo simples e leve. É muita informação, é muita cobrança em cima de alguém tão normal como uma banana de feira, é muita responsabilidade e pressão. Ouvir tanta coisa, críticas, propostas, opiniões e mesmo assim manter o que a gente acha certo é coisa para poucos – espero um dia ter maturidade para. Trabalhar com o que se ama e transformar essas verdades e sonhos em qualidade de vida é uma conquista. Tudo isso de uma forma que os ideais continuem ali, não necessariamente intactos, mas sorridentes e esperançosos.

Todos nós criamos uma rotina, simplesmente para nos apaziguar e, assim, não coabitarmos com a própria loucura. Pois a rotina é isso, um estado de pouco pensar e muito agir. E pensar demais é postergar os sonhos e suas realizações. Mas, volta e meia, quando paramos para pensar em que direção estamos dirigindo, as dúvidas nos invadem e questionam se o caminho que estamos seguindo é realmente o certo. Mas, só a gente sabe o mistério que é ser quem somos. De escolher o que escolhemos e arcar com os desafetos que acompanham as escolhas que fazemos. Não dá para sermos inteiramente certos das escolhas, nem preencher as expectativas de todos num pote que sempre haverá um pouco de frustração.

Espero um dia ler esse texto e saber que tudo que eu imaginei que iria conquistar foi concretizado. E se caso não acontecer, que eu não me arrependa das minhas escolhas. E também que eu sempre saiba admitir a mim as minhas fraquezas e lembrar que elas não poderão me dominar, mas, com certeza, me farão companhia até o fim.

sábado, 13 de setembro de 2014

Juro que tento ser o mais compreensiva possível , 
tento ser razoável ou agradável;
esse é o meu problema , eu nunca quero magoar ninguém, não é questão de ser boba , é questão de experiência.
Acontece que eu cansei , cansei de ser a menina sorridente e simpática pra todo mundo , 
cansei de estar sempre à postos , cansei de ajudar a qualquer um que precise , cansei de fazer tudo,
cansei de me preocupar com todos menos comigo.
Pode me chamar de egoísta , o que for , só que eu preciso me desligar desse mundo , preciso ficar fora de ar por um bom tempo , preciso aprender a dar não , preciso ser grossa e arrogante às vezes , sim eu preciso        de um pouco de paz , eu preciso me encontrar , nem que pra isso eu precise esquecer de muita coisa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Gosto do alívio depois do choro,
da respiração profunda e constante,
de como a gente fecha os olhos 
e finge que esqueceu de tudo.