Eu tenho uma mania: a de me apaixonar, por tudo que a vida me oferece. Vivo procurando motivos para que o ENCANTO nunca termine!

domingo, 13 de junho de 2010

Exatamente como você é.






Para namorar comigo é preciso tempero e gestos. Gestos de amor, mas amor não só por mim, mas pelo mundo dos outros, pelas histórias de vida, de superação, de tristeza, de afeto, de partidas e chegadas, contanto que você se permita a entender. Para namorar comigo é preciso muito cuidado, cuidado consigo, com os amigos, com as coisas que te fazem exercitar afeto, com o sentimento que se desenrola em uma relação e comigo, muito cuidar de mim. Namorar, acredito eu, é como andar na rua com o vento na cara, como caminhar nas ruas da Zona sul do Rio de Janeiro, comer uma tapioca no Alto da Sé ou saborear uma cerveja bem gelada no início da tarde ouvindo uma boa música. Para namorar comigo é preciso sutileza e apego, ser sutil, me perceber e me agradar, sem sufocos, apego ao meu cheiro a aos meus mimos. Quem namora comigo tem que se sentir amado, pois assim o faço, não sei ser diferente, não é pela metade, nem racional demais, é sentimento, quem não negocia, não se divide nem se duvida. Para namorar comigo é preciso uma dose bem forte de bom-humor e leveza, um charme também cai bem e bom gosto para coisas essenciais como música, bebida e comida. Mas na verdade mesmo, para namorar comigo basta querer coisas boas, abrir o corpo ao mundo e se jogar na vida, que é tão boa, tão curta e tão mal aproveitada pelos outros.


Juliane Ataide

: D


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Eu acredito que tudo acontece por uma razão. As pessoas mudam afim de que você possa aprender a deixar pra lá. As coisas correm mal, para que você possa apreciá-las quando estão boas. Você acredita menos, assim você eventualmente aprende a não confiar em ninguém a não ser você mesmo. E às vezes, coisas boas acabam, para que coisas melhores possam começar.


Marilyn Monroe, adaptado pela Valdeline.

A certeza não nos trai




Me sinto muito bem ultimamente, encontro aos poucos pedaços de mim que não se manifestavam há tempos. Encontro perdido longe de mim sorrisos que eu buscava desesperadamente há meses. Longe de mim, mas ao mesmo tempo presente constantemente. Acho engraçada a maneira que não me surpreendo com você. Não que sejas comum – longe disso – mas já pareço acostumada com suas manias e imperfeições bizarras. Complicado dizer que gosto tanto de seus defeitos como de suas qualidades, porque são principalmente neles – nos defeitos quase imperceptíveis – que encontro a nossa graça. A mesma graça que faz meus músculos faciais se contorcerem em um sincero, enorme, sorriso no meio da rua, na chuva, com frio. Não consigo encontrar algo que me perturbe, que me incomode. Gosto de suas intromissões e inconveniências incomuns. Gosto do jeito moleque que sorri. Do jeito que meche a boca quando está ansioso. Do jeito que imagina a vida, que sonha com a vida. Do jeito inconsciente que cuida de mim, me tratando de igual para igual. Gosto do jeito... Sabe, é isso, é o jeito que faz tudo tão intacto, tão real. Era a certeza da verdade, e é essa verdade que faz com que eu me sinta muito bem ultimamente. E meu medo vai embora. Porque temos tanto a aprender, tanto a descobrir, tanto a segurar com as mãos e não deixar cair... Que não poderíamos estar menos eufóricos. Então querido, não se preocupe tanto comigo, enquanto você estiver aqui eu estarei feliz!

A vida é um diálogo




Com o tempo aprendi que sorrir não nos faz menos sérios, que a seriedade não vem junto de um mar de tristezas. Hoje eu vejo que para ser séria, eu necessito ter um sorriso no rosto, pois é assim que aprendi a lutar, e não ter medo de nada. Os sofrimentos vêm, mas passam, que nem nós que sofremos percebemos. Com os sofrimentos, eu aprendi, que não é chorando que se cura uma dor, pode ser que não seja sorrindo, mas sorrir me traz alegria, e não é preciso esquecer o que me traz tristeza. Mas é preciso aceitar os fatos. Tudo nessa vida está marcado para acontecer, e quando é para ser, será! Não tem outro jeito. Já cansei de ter medo de coisas tolas, prefiro esperar os dias passarem, e enquanto isso, eu vou sorrindo, eu vou bem. Tenho dias lindos, mesmo quando quietinhos. E tudo que vem, vem bem. Viver é administrar consequências. O diálogo é entre você e as circustâncias da sua vida. Ninguém sabe mais do que você onde o bicho pega ou pegou. Ninguém tava lá quando você se sentiu sozinho naquela tarde de domingo, ou precisou segurar sua própria mão naquele momento difícil. Se precisar de uma mão amiga, saiba que ela estará no final do seu braço. Sempre. Mas claro, todo mundo é bem-vindo, até que me prove o contrário. Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz, com todo respeito, é apenas o que você diz. Entendi que quando as coisas não acontecem como a gente quer, é porque talvez aconteçam melhor do que a gente imagina. Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes. Sei lá porque a gente não suporta bem felicidade demais. É estranho, somos estranhos. Moramos num planeta chamado Terra e somos feitos de 70% água. Paradoxais. Como loucos, fazemos guerra em busca de paz. Loucura de seres imperfeitos, vai entender! Só pelo amor o homem se realiza plenamente, seja pelo que for esse amor. E é importante dizer que o amar não nasce de uma hora para outra. É um sentimento perfeito, mas que precisa ser construído. Como uma plantinha, o amor precisa ser regado todos os dias. É isso que o torna forte e inabalável. O amor é também um diálogo. As pessoas não tem mais paciência de deixar o amor crescer, perderam a coragem. Isso mata lentamente algo de mais belo em nós, triste realidade. Se você sentir que seu sonho está morrendo, segure firme. Ah! E acredite em Deus. Sempre. Na verdade pouco importa se Deus existe o não. O importante é acreditar em algo, e eu prometo, essa crença te aquecerá à noite! Acredite. Acredite mesmo, é preciso. Deus sempre age certo. O seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar tudo errado. Você pediu a Deus uma coisa e recebeu outra? Confie. Tenha certeza de que ele sempre dá o que você precisa no momento certo. Nem sempre o que você deseja é o que você precisa. Como Ele nunca erra, siga em frente sem murmurar ou duvidar. O espinho de hoje, será a flor de amanhã. E sim, eu sei, tem hora que é imprescindível chutar o balde. Tem hora que é fundamental deixar a verdade nua e crua vir à tona. Tem hora que você precisa dizer para seu namorado: eu te adoro, mas quero ficar sozinho hoje à noite, qual é o problema? O problema é que ele passa a te odiar. E você passa a achar que não tem vocação pra ser legal o tempo inteiro. E é verdade. Ninguém tem. É cansativo. Desgastante. Já somos legais à beça por tentar. Tem gente que nem isso!

Cores e palavras doces





Ele é dono de palavras doces e me prometeu cores. De cores e palavras doces, eu gosto. Acho que ele não sabe que é dono do sorriso e do olhar mais ternos desse mundo, que tem um abraço que dá vontade da gente morar dentro e que eu não queria que ele fosse embora nunca mais. Acho que ele percebeu ali, naquele instante. E quando olho pra ele sinto um daqueles instantes de felicidade que enchem o peito de um não sei quê de ternura e desanuvia a confusão dos dias. Aí, pensei que podia passar horas ali sem nenhum movimento mais, mesmo com a vida correndo lá fora. Porque a pressa que mora aqui dentro, desacelerou. Eu começava e terminava naquele exato momento, sabe como é? Assim: sem antes, nem depois. Ele é o sorriso nos meus dias mais azuis e amarelos e rosas e verdinhos. A palavra mais doce de sentir, o tão doce de olhar. Então, quando aconteceu de não saber o que sentir por ele, fechei os olhos e lembro que sorri bobo e me senti boba e não me importo, porque eu acho que bobo é quem não se deixa levar assim. Eu me entrego. (li no lu barcelos)(JAGW)



Sabe o que me dá medo? Me dá medo que a gente não seja as tais "almas gêmeas" que se encontraram, e num dia qualquer, a gente deixe de ser "a gente". Porque eu tenho medo de não saber ser isso que sou contigo, com outra pessoa. Eu tenho medo desse meu jeito de não saber ser metade, desse meu jeito de não saber me dar pela metade. Tenho medo de ter me dado demais pra você e não saber o caminho de volta. Tenho medo de não saber como me recolher de volta, caso seja necessário. Porque os meus pedaços já estão tão espalhados e ligados a você, os meus pedaços já são tão teus, que tenho medo que eles não saibam ser de outro alguém. Tenho medo de não existir um ser que comporte outro ser, como você comporta minha pequena imensidão. Tenho medo, sobretudo, desse alguém não ser você.

Valdeline Barros



:D

sexta-feira, 11 de junho de 2010

PALAVRAS AO LÉU


Diz o ditado que quem tem telhado de vidro não deve atirar pedra. Então tragam logo meu estilingue. Meu telhado é de cristal. Legítimo. Límpido. Transparente. Podem revirar meu passado, meu e-mail, agenda ou celular. Não vão encontrar nada. Não escondo nada. Não guardo mágoas, cartas, memórias. Não sei da vida de quem passou pela minha e não quis ficar. Não tenho rabo preso. Nem, tão pouco, relacionamentos mal resolvidos. Não tenho outras intenções que não as que eu digo.

Tenho cara de menina. Não tenho tamanho de gente grande. Mas não sou criança. Assumo meus erros. Assumo responsabilidades. Entendo erros. Aceito desculpa. Mas repito: não sou criança. Se errou, assuma. Pediu desculpa? Faça por merecer o perdão. Se existe algo pelo qual eu prezo são os sentimentos. Meus e dos outros. A palavra dita não volta atrás. Então, não diga coisas só pra ofender alguém que você ama. Não magoe ninguém de graça. Não magoe mesmo se achar que esse alguém merece.

Aprendi que uma coisa (mal) dita não tem nada que apague. A palavra proferida é um tiro na alma. Pode matar um sentimento. Pode acabar com o amor de alguém. Pode destruir uma amizade. Pode arruinar uma família. Uma palavra pode valer mais do que mil gestos. Pode machucar mais do que um tapa na cara. Pode separar mais do que a distância. Com palavras, eu magoei muita gente que eu amo. Eu perdi gente que eu amei. Mas foi só quando eu tomei uma surra de palavras na cara que eu aprendi. Quando um ex-namorado disse pra mim “some da minha vida”, eu respondi “vou sumir sim e você nunca mais vai ter notícia minha”. E foi o que fiz. Cumpri o que disse. As palavras dele se tornaram uma profecia que se realizou. E, desde então, meço o que eu digo. A palavra dita não tem volta. E, muitas vezes, fazem um relacionamento não ter volta também.

Eu jogo limpo. Falo o que penso. Mas existem mil maneiras de se dizer a mesma coisa. Existem mil maneiras de se dizer alguma coisa sem machucar alguém. Acredito que não é à toa que eu tenho uma certa habilidade com as palavras. É pra amenizar minha impulsividade. Imagino o estrago que seria uma pessoa sem freios na língua e com palavras ao léu. Se faço tudo errado, pelo menos, falo certo.

E, pra mim, o certo é ser livre. Sou livre quando sigo o que sinto. Sou livre quando amo de verdade. Sou livre quando respeito aquele que amo. Sou livre quando faço o que quero. Sou livre quando digo a verdade. Porque só a verdade liberta. Só a verdade me permite olhar nos olhos de alguém e dizer o que tem que ser dito. Só a verdade me permite dormir todas as noites em paz com a minha consciência. Só a verdade permite que minha vida seja um livro aberto. Só a verdade me faz agir com transparência. Só a verdade me deixa tão livre, tão eu. Só a verdade me deixa tão presa a meus princípios. E só com princípios tão claros posso dizer o que sou: transparente.
(brenabras)

Não Diga Nada !




Eu sei que não sou um exemplo de bom comportamento nem tenho no currículo uma coleção de finais felizes. Eu sei que eu meto os pés pelas mãos na maioria das vezes. Eu sei que quando se trata de relacionamento, eu tenho ciúme, eu sou insegura, eu faço cena. Eu sei de tudo isso e, acredite, eu tento melhorar (apesar de não estar funcionando ainda!). Mas o que eu mais sei é que a gente só aprende dando cabeçada por aí.

Então por que é que as pessoas se acham capacitadas em dar palpites na vida das outras? Alguém me explica? Alguém me explica porque é que aquela amiga que nenhum homem suporta ela por mais de quinze dias pensa que sabe o que é melhor pro seu namoro? Ou por que aquela pessoa que já foi infiel nos seus relacionamentos quer te convencer de que existe fidelidade? Por que a gente sempre tem a fórmula mágica pra vida dos outros? Por que alguém sempre sabe nos dizer exatamente o que fazer, mas nunca faz nada direito? Faça o que eu digo, não faça o que eu faço? É isso?

Você ta fazendo errado! Isso não ta certo! Não pode ser assim! Faça de tal jeito! Espera aí. Quem perguntou? Isso mesmo. Ninguém perguntou. É só um hábito irritante que as pessoas – em especial as mulheres – têm. Ninguém ta pedindo conselho ou colocando a vida aberta para debate. A gente não está interessado em fazer como a melhor amiga faz só porque a experiência dela deu certo. Se fosse assim, a gente ouvia conselho de mãe, de vó, de tia velha e casava virgem, não é?! Não. A gente faz o que a nossa cabeça manda e não o que as pessoas nos dizem. A gente quebra a cara. Sofre. Leva pé-na-bunda. Se decepciona com todo tipo de gente. Mas no final, a gente aprende alguma coisa que não aprenderia se tivesse feito tudo certo.

Tudo certo demais me cansa. Muito Pollyanna pro meu gosto (aliás, que moral tem alguém cujo nome repete doze vezes a mesma letra e usa y no lugar da letra i pra parecer sofisticado?). Que graça tem alguém que machuca o dedo e não grita um palavrão? Que graça teria se a gente conseguisse tudo que quer? Se fizesse tudo conforme o manual. Se só abrisse o presente de Natal depois da meia-noite. Se tudo saísse conforme planejado. Se a gente não tivesse ciúme. Se a gente soubesse exatamente como fazer tudo. Ou se tivesse alguém pra nos dizer sempre como fazer. Não teria graça nenhuma.

Não haveria inspiração pras duplas sertanejas, pros noticiários, pros blogueiros, pra Sônia Abrão ou pra Márcia Goldsmith. Não haveria dor ou poesia. Os dias chuvosos não fariam o menor sentido. O mundo não teria graça se tudo fosse perfeito e se todo mundo tivesse a resposta pro problema alheio antes mesmo do alheio ensaiar querer um conselho. Por isso, detesto que alguém dê palpite na minha vida. Deixe que eu caminhe com minhas próprias pernas curtas dando meus passos pequenos. Um de cada vez. Deixe que eu caia, levante e comece de novo se precisar. Mas, por favor, me deixe fazer sozinha. Do meu jeito errado. Se eu vou me machucar mais do que aprender alguma lição, deixe que eu descubra no final. E, no final, se der tudo errado, quero ver quem vai voltar pra ficar do meu lado. (Brena Bras)


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Desafeto






Não quero mais o beijo molhado, o derretimento castanho dos olhos, o sorriso sacana. Não creio mais em tardes febris ou saudades desesperadas. Tudo é verbo, verso, papo furado. Tudo pode ser rasgado, cuspido, jogado no lixo. Obra prima perdida em rasuras. Poesia sem calor de corpo. Paixão destituída de loucura. Fogo morto.

Não quero mais o encaixe de tudo, o perfume da pele, a carícia dos dedos. Não creio mais em noites acesas, em madrugadas intensas, em manhãs de luxúria. Tudo é fome e desejo de saciedade. Tudo é espera por novidades. Displicência de afetos, perda de tempo, sexo sem vontade.

Não quero mais sensações de eternidade, abraços pra sempre, sussurros de amor. Creio em frases desacompanhadas, em palavras cruas, textos sem autor. Tudo é falta de comprometimento, tudo é vácuo, vazio, relento. Tudo é falta de rumo, um peito apertado, tristeza sem dor...

Marla de Queiroz (vi no Teu olhar no meu)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

as vezes é a companhia! que faz Valer a Vida!!





E mesmo sem querer, você me deu, o que mesmo sem saber, no fundo eu sempre quis. E agora que eu já sei, eu vou fazer o que eu puder fazer pra te fazer feliz! Cada sorriso seu me faz viver o que eu sempre quis viver.
♥ (Leoni)



O que ela quer é falar de amor. Fazer cafuné, comprar presente, reservar hotel pra viagem, olhar estrela sem ter o que dizer. Quer tomar vinho e olhar nos olhos. Ela quer poder soprar o que mora dentro, o que não cabe, que voa inocente e suicida. Ela quer o que não tem nome. Quer rir sem saber de quê, passar horas sem notar, quer o silêncio e a falação. Ela quer bobagem. Quer o que não serve pra nada. Quer o desejo, que é menos comportado que a vontade. Ela quer o imprevisto, a surpresa, o coração disparado, o medo de ser bom. Quer música, barulho de e-mail na caixa, telefone tocando. Ela tem muito e quer mais. Quer sempre. Quer se cobrir de eternidade, quer o oxigênio do risco pra ficar sempre menina. Ela quer tremer as pernas, beijo no ponto de ônibus e a milésima primeira vez. Quer cor e som, lembrança de ontem, sorriso no canto da boca. Ela quer dar bandeira. Quer a alegria besta de quem não tem juízo. O que ela quer é tão simples. Só que ela não é desse mundo.

Cristiana Guerra.