Eu tenho uma mania: a de me apaixonar, por tudo que a vida me oferece. Vivo procurando motivos para que o ENCANTO nunca termine!

domingo, 7 de agosto de 2011

Quando não se tem muletas: vá mancando
Quando se perde um dente: procure um sorriso
Quando não se tem a quem abraçar: abra os braços pro vento
Quando percebe-se que as pernas estão maiores do que as asas: corra, para comprar um sorvete
Quando existe mais dele em você do que você mesma: comece a cuidar de um animal, você se tornará a pessoa mais importante na vida de outro
Quando não se colhe flor na primavera: carregue mais folhas no outono
Quando se está sempre sozinha: comece a gostar do que ainda não veio
Aprender dói mas vale a pena. Importante é continuar
Agora pra terminar ouça: comece a achar que as coisas têm jeito
Acreditar em esperança é abrir uma janela bem no meio do seu desespero


|vanessa leonardi|
Quando estiver triste, não fale nada, apenas me cutuque com a ponta do indicador e prometa que estará aqui - se possível, cumpra a promessa. Me chame para ficarmos em casa fazendo qualquer bobagem, e rindo enquanto imitamos a discussão dos vizinhos por qualquer banalidade. Sente ao meu lado e leia comigo meu livro favorito, sussurrando ao pé do ouvido as palavras que o mocinho disse à sua amada. Me surpreenda, me ame, roube meu coração e nunca mais devolva. Seja o cara certo na hora errada, ou o cara errado na hora certa, ou qualquer coisa que quiser, mas não me faça desistir de você. E nunca desista de mim. Seja aquele que controla as batidas do meu coração, passeia por todos os meus pensamentos e mora em cada um de meus planos. Observe o céu comigo todas as noites enquanto me abraça apertado, fazendo as estrelas invejarem o brilho que nosso amor tem. E que, ao olhar em seus olhos, eu tenha a certeza de que nenhum momento ao seu lado é por acaso.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Feeligns! é o que a casa oferece!

Sou contra injustiças de qualquer espécie. Por isso, procuro evitar cometer uma aqui e outra ali. Às vezes, eu e você sabemos, é inevitável. Qual o ser humano que vez ou outra não julga? Quem nunca foi injusto?
Quando piso na bola procuro reconhecer. Mas quer saber uma coisa que me deixa p*** da vida? Tem gente que não sabe se colocar no lugar do outro. Quer um exemplo? Uma amiga fez aniversário, convidou para um jantar. Os lugares eram marcados, ela podia convidar pouca gente. Me senti lisonjeada, pois gosto demais dela e ela é muito importante pra mim. Então, minha garganta começou a ficar ruim. Um dia, dois dias, três dias. Chegou o dia do bendito jantar. Fiquei o dia inteiro quietinha tentando me recuperar. Avisei minha amiga que estava meio ruim, mas que ia ficar descansando para estar bem à noite. Ao meio-dia eu tinha um almoço. Desmarquei. Chegou o final da tarde e percebi que não estava legal. Já tinha tido febre e tudo mais. Avisei que não conseguiria ir. Ela ficou de cara, como se eu fosse culpada de alguma coisa muito grave. As pessoas não costumam se colocar no lugar das outras. Até parece que eu quis ficar doente. Até parece que fiz de propósito. Então, ela veio com o passado. Disse que eu já não tinha ido em tal e tal coisa.
Acho bem desagradável quem joga as coisas na cara em qualquer situação. Parece criança: você não dá meu brinquedo então eu faço birra. Cada momento é um momento. Não me julgue por não ter ido em algum evento ou por ter acordado com a cara amassada. Não me julgue se estava doente ou viajando. O que vale é a minha amizade. O que vale é eu ficar feliz com cada conquista sua. O que vale são minhas palavras sinceras e meu sentimento. O que vale são meus abraços de verdade. O que vale é o meu colo, meu carinho, minha atenção. Me desculpe, mas acho que é isso que importa de verdade, de fato.
Tem gente que quer tudo do seu jeito. Não reclamo, também sou assim. Acho que tudo tem que ser da minha maneira, detesto quem cospe no meio da rua, acho uma falta de educação sem tamanho quem não segura o elevador quando vê que tem mais gente chegando, fico sem paciência e até meio grossa com quem não pensa. Entendo que cada um tem seu tempo, mas não entendo quem não consegue juntar o tico e o teco. Se você tem mais dificuldade, se esforce. Se você é mais desatento, tente ser mais centrado e prestar mais atenção. Mas gente preguiçosa me cansa e me desgasta. Fico totalmente sem energia com quem veste a fantasia de burro. Não sou nada, nada perfeita. Mas sou honesta com sentimentos e atitudes. Procuro entender a rotina, as escolhas, as neuras, os traumas, os defeitos e a vida dos outros. Nem todo mundo consegue, nem todo mundo entende. E tudo bem. O que eu quero, hoje e sempre, é continuar com sentimentos limpos e tentar melhorar a cada dia. É o que a casa oferece.

itnerário!

Não quero viver como uma planta que engasga e não diz a sua flor. Como um pássaro que mantém os pés atados a um visgo imaginário. Como um texto que tece centenas de parágrafos sem dar o recado pretendido. Que eu saiba fazer os meus sonhos frutificarem a sua música. Que eu não me especialize em desculpas que me desviem dos meus prazeres. Que eu consiga derreter as grades de cera que me afastam da minha vontade. Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa.

Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros de terreno baldio que eu não soube cultivar. Calhamaços de páginas em branco à espera de uma história que se parecesse comigo. Não quero perceber que, embora desejasse grande, amei pequeno. Que deixei escapulir as oportunidades capazes de bordar mais alegrias na minha vida. Que me atolei na areia movediça do tédio. Que a quantidade de energia desperdiçada com tantas tolices poderia ter sido útil para levar luz a algumas sombras, a começar pelas minhas.

Que eu saiba as minhas asas, ainda que com medo. Que, ainda que com medo, eu avance. Que eu não me encabule jamais por sentir ternura. Que eu me enamore com a pureza das almas que vivem cada encontro com os tons mais contentes da sua caixa de lápis de cor. Que o Deus que brinca em mim convide para brincar o Deus que mora nas pessoas. Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem.

Que, durante a viagem, eu possa saborear paisagens já contempladas com olhos admirados de quem se encanta pela primeira vez. Que, diante de cada beleza, o meu olhar inaugure detalhes, ângulos, leituras, que passaram despercebidos no olhar anterior. Que eu me conceda a bênção de ter olhos que não se fechem ao espetáculo precioso da natureza, há milênios em cartaz, com ou sem plateia. Quero aprender a ser cada vez mais maleável comigo e com os outros. Desapertar a rigidez. Rir mais vezes a partir do coração.

Quero ter cuidado para não soltar a minha mão da mão da generosidade, durante o percurso. E, quando soltá-la, pelas distrações causadas pelo egoísmo, quero ter a atenção para sincronizar o meu passo com o dela de novo. Quero ser respeitosa com as limitações alheias e me recordar mais vezes o quanto é trabalhoso amadurecer. Quero aprender a converter toda a energia disponível às mudanças que me são necessárias, em vez de empregá-la no julgamento das outras pessoas.

Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada não me roubem a capacidade de encanto. A coragem para me aproximar, um pouquinho mais a cada dia, da realização de cada sonho que me move. A ideia de que a minha vida possa somar no mundo, de alguma forma. A intenção de não morrer como uma planta que engasgou e não disse a sua flor.

 
É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…
- Você usou o verbo “doer” ou “doar”?
- [Pausa] Pois é, também dá no mesmo…
CFA

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

o amor pode durar...

 Acho tão bonito casais que duram. Não importa o tempo, o que vale é a intensidade. Querer estar junto vale muito mais do que estar junto há 20 e tantos anos só por comodidade. Sei que estou falando obviedades, mas hoje vi um casal de velhinhos na rua.
Me doeu de uma forma linda. Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas. A gente vê uma cena e o coração fica emocionado. Nos dias de hoje, com tanta tecnologia, com tanta correria, com tanta falta de tempo, com tanto olho no próprio umbigo e nos próprios problemas, com tanta disputa pelo poder, pelo dinheiro, por ter mais e mais, sei lá, acho bonito ver um casal de velhinhos na rua.
A mão, enrugadinha, segura a outra mão. A outra mão, por sua vez, segura uma bengala. Falta equilíbrio, sobra experiência. Falta a juventudade, sobra história para contar. Falta uma pele lisa, sobram marcas de expressão que contam segredos. Envelhecer não é feio. Em tempos de botox, a gente devia olhar um pouco para dentro. De si. Do outro. Do amor.
As pessoas não têm paciência para relacionamentos. Se está ruim elas simplesmente trocam. Não tentam, não se empenham, não lutam para dar certo. Não acho que a gente tem que aceitar tudo que o outro nos dá. Não acho que temos que cruzar os braços para o que está errado. Mas o amor exige uma dose de sacrifício. O amor não é descartável. O amor não pode ser jogado fora. Não dá pra fazer uma lipo no amor. A gente tem é que lutar por ele. Diariamente.
Os casais antigos são mais pacientes com os erros e os defeitos do outro. Não acho que mulher tem que ser dona de casa e aceitar um par de chifres. Mas acho que a mulher tem que entender que o homem é diferente. E vice-versa. A mulher quando quer ajuda quer agora e não daqui a cinco minutos. Diferenças de gênio, diferenças de gênero. E que bom que elas existem. E que bom que existem casais com cabelos bem branquinhos e olhares meigos para nos lembrar que o amor pode durar, sim.
 
Clarissa Corrêa!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"Queria saber onde estão aquelas pessoas de verdade, que a gente não compra mas também não vive sem. Aquele amigo que mudou para o outro lado do mundo mas você não pensa duas vezes antes de pegar o carro, o ônibus ou o avião e fazer uma visita. Só olhar para ele, sentar ao lado, ouvir a voz, faz tudo ficar mais feliz. Algumas pessoas simplesmente valem a pena. Queria saber onde é que está aquele tipo de namorado que você não veste para se exibir mas despe para provar só pra si mesmo o quanto é feliz. Que você não desfila ao lado, mas leva dentro do peito. Que você não compra, consome, negocia ou contrabandeia. Mas se surpreende quando ganha de presente da vida. Aquele tipo que você não usa para ser alguém e justamente por isso acaba sendo uma pessoa muito melhor."

(Tati Bernardi)
Com o tempo a gente aprende que bebida da dor de cabeça.Que cigarro sempre esta nas mãos de quem esta carente e quer chamar atenção. Que nem sempre quem esta rindo esta feliz por dentro. Que as pessoas que mais falam são as que mais precisam ser ouvidas. Que as pessoas que mais ouvem são as que mais valem a pena. Que dinheiro realmente não traz felicidade. Que quando meu pai dizia: ” me escuta eu sei o que eu to falando, um dia você ainda vai me agradecer”.. ele tinha razão. Que quando você acorda cedo você aproveita mais o dia. Que programinhas em família são os melhores [ não geram arrependimento, nem fingimento]. Que amigo seu é seu pai e sua mãe. Que as pessoas usam mascaras umas na frente das outras. E que é de Jesus que sempre precisei e preciso até hoje,
Mas só com o tempo você aprende isso,
-NovaCriaturaSou-
Não são os beijos, os abraços e nem mesmo o sexo. É a confiança e o respeito. É ter alguém pra compartilhar os momentos bons e também os ruins. É se sentir seguro. É saber que você tem alguém com quem pode contar. É ter alguém pra desabafar. É saber que mesmo que o mundo esteja contra você, sempre terá aquela pessoa que vai te apoiar. É arriscar e torcer pra dar certo, e quem sabe a gente acaba descobrindo o que é amar.    john


Para atravessar agosto é preciso,..

...antes de tudo, paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro – e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah! Escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.
Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros augúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. 
Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos. Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos – ou precauções-úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade…Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo ZAP): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu – sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques – tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas – coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco:.


caio fernando abreu (6/8/1995 – para o jornal o estado de são paulo)